Guia de segurança
Infeção pós-operatória em cirurgia plástica
Como prevenir, identificar e tratar infeções após procedimentos estéticos.
Informação educativa, não diagnóstico.
Revisão e data visíveis.
Fontes listadas no final da página.
Cirurgia Plástica, Reconstrutiva e Estética
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Essencial
Incidência de Infeção em Cirurgia Plástica
A taxa global de infeção do local cirúrgico (ILC) em cirurgia plástica eletiva é de 1-3%, significativamente inferior à de cirurgias de emergência. A cirurgia estética, por ser eletiva e em pacientes geralmente saudáveis, tem taxas ainda menores.
As cirurgias com maior risco de infeção são as abdominoplastias (2-4%) e as reconstruções mamárias com implantes, devido à maior extensão, ao tempo cirúrgico mais longo e à presença de material protésico.
Secção 02
Sinais de Alerta
É normal ter algum desconforto, edema e calor localizado nos primeiros dias. No entanto, deve contactar o cirurgião imediatamente se detetar: febre superior a 38°C após as primeiras 48h, vermelhidão crescente, drenagem purulenta (amarelada/esverdeada), dor crescente após melhoria inicial, ou cheiro desagradável na ferida.
A maioria das infeções manifesta-se entre o 3.º e o 10.º dia pós-operatório. Infeções tardias (semanas a meses) são raras e geralmente associadas a implantes ou material de sutura.
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Prevenção
A prevenção começa antes da cirurgia: cessação tabágica (mínimo 4 semanas antes), controlo da diabetes, banho com sabão antisséptico na véspera, e profilaxia antibiótica adequada.
Durante a cirurgia: técnica assética rigorosa, irrigação abundante, minimização do tempo cirúrgico, e hemostase cuidadosa para evitar hematomas (que são terreno fértil para infeção).
Após a cirurgia: cuidados com os pensos conforme instruções, mãos lavadas antes de tocar na ferida, evitar piscinas e imersão durante o período indicado, e completar a antibioterapia prescrita.
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Tratamento
Infeções superficiais são tratadas com antibioterapia oral durante 7-10 dias, cuidados locais e vigilância apertada. A maioria resolve sem sequelas significativas.
Infeções mais profundas podem requerer drenagem cirúrgica, antibioterapia endovenosa, ou mesmo remoção de material protésico (implantes). A intervenção precoce é fundamental para minimizar complicações.
Limite desta informação: decisões sobre indicação, técnica, medicação, contraindicações e seguimento exigem avaliação individual por um profissional de saúde habilitado.
Perguntas frequentes sobre Segurança
Referências e Fontes Científicas
- Winocour S, et al. Surgical Site Infection Following Body Contouring Surgery. Plast Reconstr Surg. 2015;135(5):1416-1424.
- DGS — Norma 031/2013: Profilaxia Antibiótica Cirúrgica
- NICE Guideline NG125 — Surgical site infections: prevention and treatment (2019)
- ECDC — European surveillance of surgical site infections (ECDC Report 2023)
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